terça-feira, 31 de julho de 2007
Será a crise do ano?
Estou numa fase um pouco ruim. Faz dias que não me sinto para escrever... tanto que tenho postado bem pouco. Não que esteja triiiiste. Consigo sair para me divertir, sorrir, passar momentos bons com amigos. Mas o que realmente me importa, minha existência, o sentido de minha existência, está um pouco suspenso. Tenho me sentido tão superficial... Será que as pessoas que admiro se sentiram assim algum dia? Não é possível que tudo seja sempre flores... Preciso aprender a conviver com isso. E logo agora que meu aniversário está chegando! Bom, mas estava demorando. Tenho percebido que passo por pelo menos 1 crise existencial por ano; algumas mais profundas, outras mais passageiras. Essa acho que não vai durar muito. Mas está me fazendo querer hibernar. E meus dedos estão congelando! Outra coisa para me tirar ainda mais a vontade de escrever. Acho que vou tentar um poeminha para os próximos dias, quem sabe não me anima um pouco?
domingo, 29 de julho de 2007
Desabafo
sábado, 28 de julho de 2007
Hino brasileiro

HINO NACIONAL DO BRASIL (ouvir)
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Decepções sempre acontecem
Falecimento de Antônio Carlos Magalhães - Agência Senado
"Todos sentirão que a política brasileira ficou menor sem a presença de ACM''
Escrito por Cristovam Buarque
O Senado e o Brasil têm muito a lamentar com a morte do senador Antônio Carlos Magalhães. Perdemos um senador que tinha uma característica rara na política brasileira hoje: ele era um político sólido em um tempo em que os políticos ficaram “gasosos”. Um político determinado, que sabia o que queria defender e levava às últimas conseqüências os objetivos que tinha.
Aliou-se a forças que relegaram o papel do Legislativo quando achou preciso. Ao mesmo tempo, soube mostrar-se um grande defensor do Legislativo, como em 1984, quando teve um papel fundamental na redemocratização ao ser aquele que mais fortemente enfrentou o poder militar em defesa da campanha de Tancredo Neves.
Independentemente de seu papel no desenvolvimento econômico da Bahia, Antônio Carlos Magalhães deixa dois legados sociais na política brasileira. O primeiro é o Fundo para Erradicação da Pobreza, sem o qual Fernando Henrique Cardoso não teria tido recursos para implantar o Bolsa-Escola e o presidente Lula não teria como implantar o Bolsa-Família. Participei do seminário que ele organizou no Senado, no qual surgiu a idéia do Fundo, e fui testemunha de como usou sua força e competência para aprová-lo.
Sua outra contribuição recente foi o Projeto de Lei para tornar o Orçamento impositivo. Amigos ou inimigos, aliados ou adversários, todos sentirão que a política brasileira ficou menor sem a presença de Antônio Carlos Magalhães.
A melhor parte é o final: "amigos ou inimigos, aliados ou adversários, todos sentirão que a política brasileira ficou menor sem a presença de Antônio Carlos Magalhães"... Hã-hã... Eu não! Vou encarar o final do primeiro parágrafo com ironia, quando é dito que ele foi um "político determinado, que sabia o que queria defender e levava às últimas conseqüências os objetivos que tinha". Com essa tenho que concordar! Mas é decepcionante ver esse texto assinado pelo Cristovam. E, sinceramente, não toooorciiiiii pela morte do ACM, mas fiquei feliz depois que ela aconteceu...
terça-feira, 24 de julho de 2007
Recomendo
Abaixo vou colocar alguns sites nos quais sempre "dou uma olhada" para ter diferentes versões de um mesmo fato. Tem de tudo: direita, esquerda, em cima do muro, contra todos etc. Mas a partir deles podemos pinçar algumas coisas que se repetem em todos e, desse jeito, talvez nos aproximemos um pouco da verdade...
Uma mostra disso é o recente acidente em Congonhas. Tem gente culpando o aeroporto (logo, o governo Lula); tem gente culpando o avião (logo, o crescimento desordenado do tráfego aéreo, culpa para mais de um governo); tem gente culpando todos... O que penso é que, antes de dizermos qualquer coisa, o melhor é ouvir/ler muito (e de muitos lados).
Vale ver:
Conversa Afiada
Blog do Tas
Centro de Mídia Independente
Estadão
BBC Brasil
Gabeira.com
Observatório da Imprensa
UOL
Caros Amigos
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Um dos primeiros poemas
CANÇÃO
Nunca eu tivera querido
dizer palavra tão louca:
bateu-me o vento na boca,
e depois no teu ouvido.
Levou somente a palavra,
deixou ficar o sentido.
O sentido está guardado
no rosto com que te miro,
neste perdido suspiro
que te segue alucinado,
no meu sorriso suspenso
como um beijo malogrado.
Nunca ninguém viu ninguém
que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste,
e eu sei que ela se vê bem…
Só se aquele mesmo vento
fechou teus olhos, também…
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Acidente II
Só para lembrar:
cratera - responsabilidade do governo estadual;
aeroportos - responsabilidade do governo federal.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Acidente I
Não é possível.
Sinto pelas vítimas, familiares e amigos.
É esse o país que temos construído...
Louvar
QUERO LOUVAR-TE (tem uma versãozinha cantada aqui)
Quero louvar-te sempre mais e mais!
Quero louvar-te sempre mais e mais!
Buscar o Teu querer, Tua graça conhecer,
quero louvar-te...
As aves do céu cantam para Ti,
as feras do campo refletem Teu poder...
Quero cantar, quero levantar as minhas mãos a Ti!
Quero sentir-te sempre mais e mais!
Quero sentir-te sempre mais e mais!
Buscar o Teu querer, Tua graça conhecer,
quero sentir-te...
As aves do céu cantam para Ti,
as feras do campo refletem Teu poder...
Quero cantar, quero levantar as minhas mãos a Ti!
Quero amar-te sempre mais e mais!
Quero amar-te sempre mais e mais!
Buscar o Teu querer, Tua graça conhecer,
quero amar-te...
As aves do céu cantam para Ti,
as feras do campo refletem Teu poder...
Quero cantar, quero levantar as minhas mãos a Ti!
sábado, 14 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Correria
terça-feira, 10 de julho de 2007
Clima bom
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Um porquê para a sociedade
(João Cabral de Melo Neto)
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
Para fechar
O RISO E A FACA
Quero ser o riso e o dente
quero ser o dente e a faca
quero ser a faca e o corte
em um só beijo vermelho
Eu sou a raiva e a vacina
procura de pecado e conselho
espaço entre a dor e o consolo
a briga entre a luz e o espelho
Fiz meu berço na viração
eu só descanso na tempestade
só adormeço no furacão
Balanço
A paciência: é algo que me falta. Será que com a idade ela virá, ou serei essa eterna corrida interior?
A sociabilidade/interação: gosto mas nem sempre a visto. Comigo mesma acabo conhecendo mais de um ser humano do que com muitas pessoas. Pelo menos conheço um pouco mais de mim. O interior dos outros é tão difícil de ser alcançado! E essa superficialidade toda me chateia. Só que, obviamente, eu não me basto. Mas a busca de chegar no ponto central de um outro ser humano é cansativa, e na maioria das vezes falha, e me sinto o pó, levinho, no chão, com toda uma gravidade impedindo de estar no céu. Sei que nasci para não ser só, mas fico perdida nesses caminhos dos encontros. E eu também não permito esse alcance do meu interior muito facilmente.
Amor de si: existe, mas costuma se esconder. E me deixa triste... Querendo ser outra, querendo sumir, virar vento, areia, uma planta... Coisas que são e somente são, sem nada além.
A cabeça: tem um ritmo estranho. Algumas vezes é pilhada, pensa muito, diz muito. Outras tira férias e me deixa à deriva. O pior é que quando isso acontece, o coração não segura as pontas. Fica apertado, querendo pensamentos concretos. Será que quem pensa mais sofre menos?
A alma: suspiro... Está aqui, disso eu sei. Mas quer mais atenção. Estou me enraizando demais na terra, na razão, e a alma quer flutuar. Preciso deixá-la mais solta e também deixá-la agir mais. Ser sensível não significa ter a alma solta. Não é porque choro fácil que tenho uma grande alma. Outros planos... outros questionamentos... sentir o bem, não pensar e explicar tanto... Preciso deixar minha alma túrgida.
O mundo: é lindo. Agradeço pelo céu ser azul e lindo (o céu azul é uma das coisas que mais gosto nessa vida); agradeço por existirem flores e por eu ter olhos e nariz para apreciá-las; agradeço por existirem pássaros e eu poder escutá-los; agradeço por todos os animais, tão diversos e perfeitos, incluindo os seres humanos; agradeço pelo sol que nos dá seus raios de luz e calor; agradeço pela chuva que tem um cheiro tão bom e ajuda a terra; agradeço pelo vento que me faz sentir livre; agradeço por ter a oportunidade de ver tudo isso, por ter a chance de viver nesse mundo. Pois mesmo que de minha vida não se faça nada, pelo menos vivi.
Instrospecção é fogo...